29 de abr de 2015

MORRE ANTONIO ABUJAMRA

O ator, dramaturgo e apresentador do programa "Provocações" faleceu no dia 28/04/15. Uma perda para o cenário cultural brasileiro, já que o seu programa era um daqueles oasis perdidos dentro da grade de programação televisiva brasileira.




Seu programa mais famoso foi "provocações" que trazia todas as semanas artistas, pensadores e intelectuais a uma entrevista visceral. Célebre por sempre terminar as entrevistas com a pergunta "O que é a vida?". O entrevistado tinha três chances de responder ao entrevistador sedento.

Sem dúvida, o entrevistado que mais emociona ao tentar responder é Eduardo Sterblitch, que ao ser perguntado chora, não consegue satisfazer o tom inquisitivo do entrevistador.



O programa não fez sua fama somente por colocar os entrevistados em situação existencial desconfortável, o climax, talvez, fosse as declamações de textos e poesias pelo apresentador. Há muitas que são iconicas, mas a declamação de Tabacaria, de Fernando pessoa certamente é uma das mais memoráveis:

















E assim, ele se vai. Ficamos aqui com este espaço vazio dentro de nossa programação.

26 de abr de 2015

Artista que sofre de sinestesia decide pintar o que ela "enxerga" quando escuta música

Sinestesia basicamente é uma condição neurológica em o cérebro interpreta de diferentes formas os sinais percebidos pelo nosso sistema sensorial. É uma confusão de sentidos que uma a cada duas mil pessoas tem, e elas podem "ver" sons, "sentir" cores ou "sentir o gosto" das formas.
A artista visual Melissa McCracken tenta descrever suas experiências para os outros pintando como enxerga as músicas que ela escuta.

Radiohead – Lucky

John Lenon – Imagine





Smashing Pumpkins – Tonight, Tonight




25 de abr de 2015

BRINCAR, UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA




COMO LER E COMPREENDER UM TEXTO FILOSÓFICO



O texto à seguir possui caráter meramente introdutório
Kant, Descartes, Sócrates, Aristóteles, Hume, Voltaire, Maquiável - esses, dentre muitos outros, são autores renomados da filosofia e que todo o estudante da mesma, cedo ou tarde, terá de se deparar com alguma obra. E, tão logo isso aconteça, um problema nos salta aos olhos: como compreender o que esta escrito na referida obra?
Em primeira instância, parece uma questão trivial. Porém, basta olharmos, por exemplo, para um simples fragmento da obra A Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant, para compreendermos a essência do problema:
Ser não é, evidentemente, um predicado real, isto é, um conceito de algo que possa acrescentar-se ao conceito de uma coisa; é apenas a posição de uma coisa ou de certas determinações em si mesmas. No uso lógico é simplesmente a cópula de um juízo. A proposição 'Deus é onipotente' contém dois conceitos que têm os seus objetos: Deus e onipotência; a minúscula palavra 'é' não é um predicado mais, mas tão-somente o que põe o predicado em relação com o sujeito. Se tomar pois o sujeito (Deus) juntamente com todos os seus predicados (entre os quais se conta também a onipotência) e disser 'Deus é', ou existe um Deus, não acrescento um novo predicado ao conceito de Deus, mas apenas ponho o sujeito em si mesmo, com todos os seus predicados e, ao mesmo tempo, o objeto que corresponde ao meu conceito
O leitor não habituado com a natureza dos textos filosóficos, tendo contato com texto supracitado, perceberá as enormes dificuldades acerca da compreensão do mesmo. Donde, compreender-se-á que a leitura de tais textos - principalmente os mais antigos - requer um conhecimento prévio, requer ummétodo - e portante, não é à toa que as universidades, no currículo do curso de filosofia, costumam inserir logo no seu início uma disciplina chamada Metodologia Filosófica ou Introdução aos Textos Filosóficos, dentre outras nomenclaturas.
Por conseguinte, aquele que se propõe a estudar, analisar, criticar, concordar ou discordar de algumtexto, antes de mais nada, deve estar disposto à compreender este mesmo- , para tal se faz necessário entender o pretexto, i. é, a motivação do escritor que levou-o a escrever determinada coisa. E para isso, se faz necessário compreender o contexto, i. é, a localização sócio-histórico-politico-cultural do autor. Para compreender Aristóteles, se faz necessário saber como a sociedade grega estava organizada na época, que ele não era um ateniense, dentre outros fatores que o influenciaram nas suas ideias. Com isso, entender-se-á que o motivo que levou Aristóteles, em sua Ética à Nicômaco, a defender a escravidão, não foi o mesmo motivo que levou o empirista britânico John Locke à fazê-lo, assim como esclarecer-se-á a diferença de argumentação entre ambos, para sustentar o que é, aparentemente, a mesma afirmação. No entanto, mais importante do que compreender o que ambos, Locke e Aristóteles, sustentam, é não julga-los pelos atuais valores sociais que condicionam a nossa visão de mundo - nosso contexto, completamente distinto dos supracitados, encerra um círculo hermenêutico que não se pode ignorar, e olhar para estes ou para qualquer outro pensador com um olhar pejorativo seria uma atitude cega e impensada.

Compreendendo o contexto e posteriormente o pretexto (nesse ponto, surge a importância de ler um resumo biográfico dos autores), entender o texto propriamente torna-se uma tarefa bem menos árdua - ou seja, para compreender o trecho citado no inicio deste artigo, se faz necessário saber que Immanuel Kant viveu entre os séculos XVIII e XIX na cidade de Königsberg (antiga Prússia); que foi altamente inspirado pelo filósofo empirista David Hume; que o trecho pertence à uma obra sobre Epistemologia, na qual Kant tenta responder à pergunta das condições de possibilidade do conhecimento e que na seção aonde encontra-se o texto em questão, Kant dedica-se à refutar a ideia de uma prova ontológica da existência de Deus concebida por pensadores como Descartes e Santo Anselmo.
Portanto, estudar filosofia necessariamente pressupõe conhecer história - pelo menos no que tange ao(s) autor(es) abordado(s). Para tal, em outro momento, será dedicada uma abordagem aos grandes contextos pela qual a filosofia passou - desde os tempos pré-socráticos, até a era contemporânea.

Em relação à leitura do texto filosófico propriamente dita, seguiremos uma obra entitulada Metodologia Filosófica, escrita por Dominique Folscheid e Jean-Jacques Wunenburger. Sintetizando, a obra sugere uma decomposição do texto, procurando definir os seguintes itens:
  • Tema: i. é, sobre o que o autor esta falando no texto, do início ao fim;
  • Tese: a afirmação central do autor, ou seja, qual seu posicionamento a respeito do tema;
  • Problema: o conjunto do tema, da tese e da movimentação argumentativa do autor, suscita uma série de problemas que o autor tentará responder - o foco aqui é detectar qual(is) são este(s) problema(s);
  • Movimentação argumentativa: é o conjunto ordenado de argumentos da qual o autor se utiliza para sustentar sua tese. É uma movimentação essencialmente lógica, i. é, apresenta uma série de premissas, da qual se infere uma ou mais conclusões, e usando dessas conclusões como novas premissas, infere-se em outra conclusão, até atingir sua tese (importante ressaltar que cada autor tem sua forma de elaborar um determinado texto: alguns preferem anunciar sua tese logo no início e em seguida, apresentar seus argumentos; outros, em contrapartida, preferem deixar para apresentar sua tese central no fim do texto, assim como existem outros que apresentam sua tese no meio do texto);
  • Conceitos-chave: neste ponto, apresenta-se a importância de se ter um dicionário filosófico em mãos - pois existem certas palavras-chave na qual cada autor atribuí seu significado específico, mas nem sempre ele faz questão de explicar esse significado. Por conseguinte, anotar os termos centrais do texto para posterior consulta a um dicionário, é de vital importância para a compreensão do mesmo: por vezes, pensamos que um texto critica e discordamos dele por tal, enquanto na verdade ele crítica Y, posto que ele pode ter usado um termo que é normalmente associado à uma tal ideia para referir-se à uma outra ideia diferente da primeira.
A forma mais didática de se realizar este exercício é executá-lo na ordem contrária na qual os itens foram apresentados: primeiro, deve se anotar os conceitos-chave do texto; segundo, determinar quais são os argumentos do texto e em qual ordem aparece, tomando o cuidado para não confundir um argumento qualquer com a tese do autor; terceiro, analísa-se os argumentos para suscitar os problemas os quais o autor tenta responder; por último, levantando as respostas sugeridas pelo autor a esses problemas, procura-se estabelecer qual a sua afirmação central, i. é, afirmação na qual gira em sua volta todos os argumentos do autor - sua tese. Partindo desta, determina-se qual o tema do texto.
  • Sua tese é apresentada logo na primeira linha do texto:
Ser não é, evidentemente, um predicado real, isto é, um conceito de algo que possa acrescentar-se ao conceito de uma coisa
O que esta em negrito é sua afirmação, sendo que a expressão em destaque - predicado real - é considerada um conceito-chave de vital importância. A seguir, na parte sublinhada, Kant fornece uma lacônica e contundente explicação desse conceito, que será explicada posteriormente no próprio texto. Deste ponto, já é possível determinar o tema central do texto (ainda que este ficará mais clara nos argumentos posteriores): "O significado do juizo de existência, do 'ser', do 'algo existe'" - assim como já é possível imaginar a problemática que o texto tenta responder: Qual o significado do verbo 'ser? ou Existe um significado particular para o verbo 'ser'?
  • Continuando na mesma sentença, encontramos seus dois argumentos principais, que não deixam de ser uma parte crucial de sua tese:
É apenas a posição de uma coisa ou de certas determinações em si mesmas. No uso lógico é simplesmente a cópula de um juízo.
Cada um dos argumentos foi destacada de uma forma - o primeiro em sublinhado, o segundo em negrito, e então se percebe que Kant esta oferecendo uma resposta à questão Qual o significado do verbo 'ser'? - e temos ai o problema central do texto.
  • Posteriormente, Kant apela para o seguinte exemplo:
A proposição 'Deus é onipotente' contém dois conceitos que têm os seus objetos: Deus e onipotência; a minúscula palavra 'é' não é um predicado mais, mas tão-somente o que põe o predicado em relação com o sujeito.
Este trecho serve de sustentação para o segundo argumento (ser enquanto cópula de um juízo). Aqui, ele explicita a função semântica do verbo ser na frase 'Deus é onipotente' que aparece conjugado na 3ª pessoa do singular (é): este executa a mera função de conectar o sujeito Deus com o predicado onipotente; ao passo que onipotente é considerado um predicado real, ou seja, ele é acrescentado ao conceito Deus, e acaba por expandir seu significado. Aqui, Kant quer demonstrar que o verbo ser não possui a mesma função do adjetivo onipotente, i. é, o ser não expande o conceito de Deus e, portanto, não é um predicado real (tese).
  • E para sustentar seu primeiro argumento - o 'ser' sendo usado para evidenciar a posição do sujeito ou de suas determinações -, Kant diz:
Se tomar pois o sujeito (Deus) juntamente com todos os seus predicados (entre os quais se conta também a onipotência) e disser 'Deus é', ou existe um Deus, não acrescento um novo predicado ao conceito de Deus, mas apenas ponho o sujeito em si mesmo, com todos os seus predicados e, ao mesmo tempo, o objeto que corresponde ao meu conceito.
Neste trecho, Kant se dirige diretamente para os juízos de existência, por exemplo: "Deus existe"; "Deus é", ou podemos alterar o exemplo para facilitar o entendimento: "O livro é azulpequeno e existe." Neste último exemplo, a frase atribuí dois predicados reais ao sujeito livro: azul e pequeno. O adjetivo existe ("é") não pode ser considerado um predicado real (tese), pois este - em contrapartida aos conceitos azul pequeno - não aumenta meu conceito de livro, mas sim, coloca o sujeito em questão (juntamente com todos os seus predicados reais) em evidência, relacionando esse sujeito com o objeto empírico que corresponde meu conceito de livro (claro, no texto, o exemplo utilizado é Deus e não livro).


Deste ponto, o trecho que era inicialmente de difícil compreensão torna-se legível até para os mais leigos no assunto, e a filosofia deve ser assim: clara, sucinta e metódica. Claro, Kant escrevia de tal maneira devido aocontexto sócio-histórico-político-cultural em que vivera, por isso seus textos - assim como o de muitos outros - tende a ser de dificílima compreensão. Contudo, com o método adequado, não existe texto impossível de ser compreendido (com exceção daqueles que escrevem na pura intenção de confundir os leitores - mas estes nem deveriam se encaixar na concepção de filosofia).

Bibliografias:
- FOLSCHEID, Dominique; WUNENBURGER, Jean-Jacques; Metodologia Filosófica, Martins Fontes, São Paulo, 2002.

19 de abr de 2015

What Is the Public Value of Philosophy?



















I  am a professor of philosophy at a public university. What is the value of philosophy to the taxpayers who subsidize my teaching? Philosophy is an abstruse and difficult field. Many of those whose taxes support higher education probably would have a hard time seeing the point of most philosophical debates. Why ask people to pay for discussions of seemingly arcane and incomprehensible topics? Besides, does a field like philosophy have any quantifiable or objectively measurable value, or do its putative benefits seem vague and elusive?
Further, don't philosophers raise troublesome questions and defend positions that might undermine the bedrock convictions of the people who subsidize their salaries? Why, for instance, should conservative, God-fearing people be willing to help support research and teaching that might lead their children to liberalism or atheism? Shouldn't professors instead have the responsibility of inculcating the values of the people who help pay our salaries? I think that too many academics dismiss such questions with a condescending smirk or a dismissive shrug. Yet these are serious questions and they deserve direct and convincing replies.
Yes, philosophy, like any field in which people conduct advanced research, can be very technical and the output of its professional practitioners can seem esoteric. An article from a professional philosophy journal might be just as obscure to a non-philosopher as an article from a chemistry journal would be to a non-chemist. But all philosophical discussion, however rarefied, exists in the context of a conversation that has been going on for over 2500 years about the most important and fundamental questions that humans ask. Philosophy is one of the humanities. Various fields, such as art, literature, history, and philosophy are called "humanities" fields because they deal with the concerns we have not as members of any particular group, ethnicity, or nationality, but simply as human beings.
The questions that occupy philosophers are the questions that arise naturally in the mind of any reflective human being once he or she has brief respite from life's most pressing demands. These are questions of right and wrong, good and bad, and whether there is a best way to live a human life. Humans are also inevitably curious about the nature of the reality -- whether, for instance, it is wholly physical or whether there is a transcendent dimension in addition to the world of space, time, matter, and energy. Further, we want to understand ourselves as rational beings. We want to discover how much we can really know and how we can know it. What is the scope of reason and how rational can we be? One who has never paused, or never had the chance to pause, to ask these questions, has a life that is diminished and poorer than it could be. As Socrates, one of the founders of Western philosophy, put it, "The unexamined life is not worth living."
The point, then, is that the obscurity of philosophical discussion does not indicate the irrelevance or the unimportance of what is discussed. Rather, philosophy is difficult because the questions are hard, and the answers are not obvious. We can only arrive at satisfactory answers by thinking as rigorously as we can with the strongest logical and analytical tools at our disposal. Professional philosophers know how to use those highly technical tools, and that is why their writings often appear abstruse. Yet the technical discussions are merely part of a larger conversation about big questions. These are questions that we humans cannot help asking, and if we do not strive to answer them rationally, we will settle for foolish and lazy answers, and our lives will be poorer. I saw a poster once that put it this way: "Society needs good philosophers just as it needs good plumbers. Without good philosophers and good plumbers, neither our pipes nor our ideas will hold water."
So, does philosophy have any practical value? I think that a personal answer is best here: I have always regarded my vocation as a university professor as a sort of secular ministry. Teaching is not just a career; it is a vocation, a calling, like the ministry. You do not choose it; it chooses you. Every true teacher -- everyone for whom teaching is a calling -- sees his or her mission as something more than merely imparting information. At bottom, teaching is about instilling values. My aim, quite frankly, is to help my students become better people. I want them to care more about things like truth, clear and rigorous thinking, and distinguishing the truly valuable from the specious.
The way to accomplish these goals is not by indoctrination. Indoctrination teaches you what to think; education teaches you how to think. Further, the only way to teach people how to think is to challenge them with new and often unsettling ideas and arguments. This is why education must be uncomfortable; it inevitably involves exposing students to ideas and values that may seem strange or antithetical to them.
Some people fear that raising such questions and prompting students to think about them is a dangerous thing. They are right. It is. As Socrates noted, once you start asking questions and arguing out the answers, you must follow the argument wherever it leads, and it might lead to answers that disturb people or contradict their ideology. If you are primarily concerned to insulate your worldview from any dissent or questioning, then it would be far safer for you if students were simply indoctrinated with the "right" answers instead of being required to think things out. But indoctrination and education are polar opposites and absolutely incompatible.
Whatever your pet ideology, you cannot consistently advocate both education and the preservation, at all costs, of your favored doctrine. Indoctrination makes an ignoramus into a more articulate ignoramus. An education in philosophy gives a person the tools to reflect critically, think logically, make rational decisions, and enjoy more abundantly the riches that life has to offer. And that is its public value.

13 de abr de 2015

Terceirização, redução penal e Educação: um breve comentário.





A educação é um setor estratégico. Reconhecidamente, as nações que se preocuparam em educar suas juventudes tiveram êxito na diminuição da desigualdade social e redução nos índices de violência.
Não devemos cometer o erro de falar mais de outros paises do que do próprio Brasil, como diria Darcy Ribeiro, quando falamos de problemas nacionais. O mal costume, e a síndrome de vira-lata nos induz a percorrer este caminho, porém é importante observar as experiências que deram certo e adaptá-las ao nosso mundo.
Em uma manifestação de incompetência de educar nossos jovens, o Brasil, nas ultimas semanas, vem aprovando, via legislativo federal aprovar duas leis: a da terceirização e a da redução da maioridade penal.
Ora, essas duas leis são produtos de uma cadeia de descaso com a educação. Novamente, citando Ribeiro, "a crise na educação não é crise, é projeto", e em 2015 este projeto mostra sua face.
A PL da terceirização se "justifica" pela modernização da cadeia produtiva e redução do "custo Brasil". A concorrência com outros países é desleal, pois, por exemplo, o trabalho de um chinês é muito mais barato do que a de um brasileiro. E o que o empresariado/alguns políticos que são empresários preferem fazer? Ter trabalhadores de ponta, eficientes ou uma massa de sub empregados, caminho aberto para situações de trabalho análogos à escravidão? Nossas raízes coloniais já oferecem a resposta. Veja bem, fomos um império "livre" da colônia de mao de obra escrava.
Quanto a redução da maioridade penal. Para além fo discurso do ódio e oportunismo eleitoral, nossa juventude foi durante anos privada de um direito: educação. Seguindo a onda neoliberal dos anos 90, o direito a edução de qualidade se transformou em privilégio para aqueles que podiam pagar. Deste modo, somente uma parcela da população poderia formar trabalhadores que o mercado precisava. Para o resto, as migalhas de modos de vida.
O meu ponto é o seguinte: mais uma vez, por meio de leis, tenta-se resolver o problema tratando a consequência e não a causa: mais ou menos como tratar um câncer de cérebro com paracetamol.
Há de se tratar a educação com a devida importância, já que manifestações de retrocessos como essas revelam o processo de achatamento de direitos historicamente conquistados. Ao ponto de por exemplo, confundirem insatisfação com o executivo nacional com o pedido de intervenção militar.

Ps. Para mim, educação não é só escola, professores e alunos. Há muito mais educação fora da escola: teatro, cinema, esporte também são atividades educativas.

9 de abr de 2015

OS TRÊS MACACOS SÁBIOS, UMA NOVA INTERPRETAÇÃO

Os três macacos sábios (japonês: 三 猿 Hepburn: san'en ou Sanzaru ?, alternativamente 三 匹 の 猿 sanbiki nenhum saru, literalmente "três macacos"), chamado às vezes os três macacos místicos, são um máximo pictórico. Juntos, eles personificam o princípio proverbial "não veja nenhum mal, não ouça nenhum mal, não fale nenhum mal". Os três macacos são Mizaru, cobrindo seus olhos, que não vê o mal; Kikazaru, cobrindo suas orelhas, que não escuta o mal; e Iwazaru, cobrindo sua boca, que não fala o mal.
Existem vários significados atribuídos aos macacos e ao provérbio que incluem associações com estar de boa mente, fala e ação. No mundo ocidental a frase é muitas vezes usada para se referir àqueles que lidam com impropriedade por fazer vista grossa.
Fora do Japão nomes dos macacos às vezes são dados como Mizaru, Mikazaru e Mazaru, como os dois últimos nomes foram corrompidos dos originais japoneses.

Via : wikipedia





Esta é a interpretação tradicional da figura dos três macacos sábios. Porém, recentemente me deparei com uma nova interpretação que renova o significado, muito mais alinhado com a dura verdade de práticas cotidianas: