30 de jun de 2014

PERSONAGENS DE GAME OF THRONES DE ACORDO COM A DESCRIÇÃO DO LIVRO


Veja a diferença entre o que foi pensando e o que foi reproduzido na série de TV Game of Thrones.


Tywin Lannister

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Petyr "Littlefinger" Baelish

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Oberyn Martell

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Daenerys Targaryen

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Joffrey Baratheon

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Tyrion Lannister

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Theon Greyjoy

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via Sardag

Brienne of Tarth

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Ygritte

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Renly Baratheon

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Stannis Baratheon

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via Amoka

Cersei Lannister

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Sandor Clegane, aka "The Hound"

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Melisandre

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Jorah Mormont

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via Amoka 

Ser Davos Seaworth

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Tormund Giantsbane

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Syrio Forel

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via Amoka

Daario Naharis

Note: Yes, this is actually how Daario is described in the books.
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via Kittanee


The Iron Throne





BRINCAR DE FILOSOFAR








A ideia de fazer uma filosofia séria é tão presunçosa, tão cheia de si, uma ideia tão forte, tão sistemática que acaba por afastar a curiosidade e o espírito de passeio de uma mente sadia.
A ideia de fazer uma filosofia ciência é tão assustadora quanto a ideia de fazer brincadeira virar ofício. Seria como ordenar uma criança a brincar durante 8 horas por dia, durante 5 dias da semana e esperar que a leveza de uma brincadeira fosse produzida e reproduzida. Querem transformar os filósofos curiosos em operários filosóficos, mero espalhadores de ideias alheias, carregadas de peso histórico e pó de chatice, querem fazer que o pensamento canse de si mesmo e isso pode ser percebido nos escritos técnicos...
Daí a assustadora ideia de se tornar um filosofo profissional, mas o que não fazemos por amor? Ficam os filósofos fingindo que são filósofos para poderem um dia filosofarem como filósofos de verdade: artistas que brincam de fazer filosofia, sem deadlines, sem orientadores, sem aulas, apenas se voltando para o filosofar como um jogo que pode se estender para o infinito, assim como as brincadeiras das crianças.

“Mas e o certo e o errado? E que metodologia se usará? Qual será o referencial teórico desta brincadeira”, podem perguntar. A resposta poderia ser “Parece-me que você esqueceu de como é ser criança.”

28 de jun de 2014

A LIGUAGEM ESTÁ NO USO E NÃO EM SUA DEFINIÇÃO










De acordo com os entendidos em filosofia, a linguagem se faz de forma mais sólida no uso do que em sua definição. Ainda segundo a história da filosofia, fora Wittgenstein que formulou essa observação filosófica. Às vezes, este é o trabalho do filósofo desvelar o óbvio e apresentá-lo claramente de novo à comunidade.
Essa discussão é muito árdua e bem complexa. Talvez este texto não seja o melhor para discutir o tema. No entanto, um caso cotidiano me fez lembrar das reflexões de Wittgenstein.
Em um dia qualquer, conversava um assunto irrelevante com minha esposa. O assunto eu não lembro. Daí que por causa do meu posicionamento diante do assunto ela disse, “Você é um cínico!”. 
Veja bem a palavra cínico já teve muitas designações durante a história ocidental. Originalmente se referia a um modo de fazer e viver filosofia (à época fazer filosofia era viver filosofia, hoje em dia isto não é tão mainstream assim... aliás, a moda é separar o discurso da ação, as fingir que o que se fala é coerente com o que se faz... alguns põem a culpa disso tudo em Maquiavel, mas isso é outra história...), os cínicos viviam como cães, ou sejam valorizam mais a vida do que a posse. A procura pelo homem virtuoso era uma das missões do maior cínico que já existiu.
Entenderam? Ser considerado cínico já foi algo nobre, até porque os cínicos também eram muito famosos por dominarem vários sistemas filosóficos do período helenístico. Além de virtuosos eram inteligentes. Porém através das eras o adjetivo cínico tomou outra conotação.

Os dicionários apresentam a definição de pessoa debochada ou falsa para os cínicos. A fama de debochados pode ser justificado pelo fato de que os cínicos tinham total desprezo pelas regras sociais vigentes da época, inclusive faziam suas necessidades fisiológicas em público, ou seja, demonstrando total desdém por aquilo que era estabelecido, mas isso tinha um propósito: já que essa sociedade é tão corrupta, devemos desprezar todas as regras impostas por ela, uma revisão radical do que seria melhor para o homem desenvolver suas potencialidades morais, mas tudo isso é história e, certamente, à época todos consideravam os cínicos um bando de loucos... pois não entendiam o que eles estavam fazendo.


“Você é um cínico”, disse ela. Por um momento fiquei orgulhoso, mas depois lembrei que a linguagem se dá através do uso e não de sua definição, então naquele momento ela dizia que eu era um debochado, um falso, um sem-noção... “As dificuldades de ser casado com um estudante de filosofia”, pensava ela.

23 de jun de 2014

ENDEREÇOS POÉTICOS






A vida não deixa de ter seu lado irônico, irracional e, às vezes, trágico. Toda essa carga de emoção, de vez enquanto, passa despercebido. Vivemos e não sentimos.

Um dia desses peguei-me pensando nos endereços que habitei até agora. Boa parte da minha vida vivi em um bairro chamado Novo Horizonte. Um bairro com nome poético, um novo horizonte, uma nova vida, uma nova perspectiva, foi assim que assimilei o nome do bairro quando parei para pensar sobre ele, no entanto, a realidade daquele lugar não passava nem um pouco de esperança para seus habitantes. O bairro sempre foi o lado feio de Serra, assim como o Bairro Féu Rosa, os dois sempre tiveram uma reputação muito ruim. Porém, o habitantes desses bairros juram de pé juntos que aqueles são os melhores lugares para se morar! Obviamente que há aqueles tomados pelo espírito de cachorros vira-latas e se envergonham de morar onde moram. Preferem à ilusão de que morar em Laranjeiras, ou Jardim da Penha sem dignidade é melhor do que morar em Novo Horizonte, por exemplo. É uma questão de Status, alguns entendem outros não, eu mesmo não entendo. Prefiro uma casa grande e confortável em Novo Horizonte do que um apartamento minúsculo em Jardim da Penha, normalmente rateado com 4 ou 5 estranhos. Novamente, uma questão de Status, e novamente, eu não entendo essa lógica das aparências. Sou teimosamente orgulhoso das minhas raízes.

Hoje, depois de casado, moro em um bairro chamado em São Diogo. O que há de poético nisso? A começar pelo nome do bairro. Carregado de um sentimento religioso muito forte. Segundo a história do próprio santo, ele era um monge franciscano de apurada inteligência e foi considerado um dos homens mais cultos da cristandade. Nascido nos anos de 1400 destacou-se em suas missões e foi considerado um principais defensores dos indígenas nas colônias espanholas na América do sul.


Curiosa são de coincidências que o universo pode nos apresentar. Nem sempre perceptível aos olhares desafinados com as mensagens escritas em nossas caras. O tal santo era considerado homem culto, e o bairro que o homenageia recebe o nome de ruas de escritores da literatura lusitano-brasileira. Então temos esquinas elegantes como a José de Alencar com a Machado de Assis, ou a Humberto de Campos com a Joaquim Nabuco. É claro que a maioria dos residentes mal sabem que foram esses homens, e para falar a verdade, a bem pouco tempo atrás eu também não sabia. Mas hoje me encontro aqui, brincando de escritor, morando na Rua Humberto de Campos, número 1149.

17 de jun de 2014

A IRA DE JESUS: TUDO TEM O SEU DEVIDO LUGAR







Segundo os estudiosos da Bíblia, o único momento da história de Jesus em que ele perde a razão é o episódio do comércio em um templo. " Quando Jesus expulsou os cambistas e vendedores de animais do Templo, Ele demonstrou muita emoção e raiva (Mateus 21:12-13, Marcos 11:15-18, João 2:13-22). A emoção de Jesus foi descrita como "zelo" pela casa de Deus (João 2:17). Sua raiva era pura e completamente justificada porque na sua raiz estava uma preocupação pela santidade e adoração de Deus." http://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-raiva.html#ixzz34vTtzLFc

Vejam só, um símbolo de sabedoria da traição ocidental se enfurece com o mal uso de um templo. Aquilo que era designado para a oração e admiração a deus, estava sendo para o comércio local. As interpretações para essa passagem são muitas, inclusive a de que não se pode praticar o comércio da fé.

Vale ressaltar que este blog não pretende realizar exegese dos escrito bíblicos. A questão central é apontar os devidos lugares para a realização de certas atividades. Se Jesus não aceita que e faça comércio em seu templo, por que não nos irritamos, por exemplo, quando espaços públicos são tomados por manifestações religiosas? Ou por que a naturalidade quando itens religiosos invadem espaços laicos?

Existe, hoje, uma reflexão muito presente na filosofia da religião sobre essa questão. Qual é o lugar da religião? As manifestações religiosas têm direito de se manifestar em espaços públicos?  Até que ponto, por exemplo, costumes religiosos podem influenciar leis? São questões de muita complexidade.

Recentemente, postei um metáfora em que um professor de filosofia se irrita com a atitude "liberal" de uma escola em liberar a presença de livros religiosos em salas de aula e o que isso pode significar  sutil e objetivamente.

Da parte da Filosofia, os filósofos Habermas, Rorty, Hurssel e Vattimo exploram esse assunto.

14 de jun de 2014

ESTADO LAICO? DEPENDE. A QUEM ISSO PODE INTERESSAR?


Em uma república federativa qualquer, está escrita na constituição que o Estado é laico, graças a Deus.

Os representantes imediatos do Estado mais conhecidos pela população são as escolas, os hospitais e as cadeias. De uma forma ou de outra, o povão já frequentou esses lugares. Por serem representantes do Estado laico, há a tendência de se esperar por parte dessas instituições uma neutralidade quanto a símbolos e costumes religiosos.

Mas, o que de fato acontece?

Para exemplificar essa temática vou dar exemplo de uma escola pública. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Na tal escola, houve um movimento grevista. Depois de ter lutado por nada seus funcionários tiveram que voltar ao ritmo de aula, acrescentando as reposições que aconteceriam aos sábados. No entanto, uma das professoras é adventista e segundo o costume adventista, os dias de sábados são reservados para práticas religiosas, sendo assim, muitos adventistas não podem dedicar seus sábados para muitas atividades, até mesmo para repor aulas. "Mas o Estado é laico, ela vai ter de repor aulas e ponto final. Os alunos não podem ficar prejudicados!", diz o governador da Casa Grande.

Na mesma semana, o professor de FILOSOFIA entra em sala de aula e encontra em meio aos livros didáticos livrinhos do "novo testamento" distribuídos por uma ONG. Fica irritado e joga todos os livros dentro da lixeira, embora ele mesmo sendo um cristão! Pronto! Para quê? Os alunos e comunidade escolar como um todo o acusam de ser intolerante, anticristão, antiético, etc. Ele tenta explicar a situação. Defende que os únicos livros que deveriam entrar em sala de aula são os didáticos e que aqueles livros de evangelização são uma afronta a integridade de um Estado laico.

Dois pesos e duas medidas. A professora terá de repor aula e os livros de evangelização continuam ao lados dos livros de Filosofia e Sociologia. E até onde se sabe, todos os alunos receberam esse tal livrinho de evangelização.

PS. ESSA METÁFORA É UMA METÁFORA MESMO, POR ISSO SEU VALOR ESTÁ NA LIÇÃO QUE ELA TRAZ E NÃO NA VERACIDADE DE UMA SUPOSTA COINCIDÊNCIA COM A REALIDADE.

8 de jun de 2014

O dinheiro pode fazer você uma pessoa má?







Atenção aos 4:10 do vídeo.






“PORQUE VOCÊ É TÃO QUIETO?”



A cena de tão real, simples e trivial que era chegava a ser poética.
Em uma tarde de domingo ensolarada, no mês de junho o homem idoso e um menino conversavam.
Não era uma coisa comum para os dois. O velho não era muito chegado a se socializar, o menino não era acostumado com a quietude da rotina de um velho. Tudo isso aconteceu porque os pais do garoto tiveram que deixá-lo ali para resolver uma coisa qualquer e que não poderiam levar crianças ao recinto. De início o velho não gostou muito, já estava acostumado a viver só. O menino, então, odiou tudo aquilo. Ficaria horas distante dos videogames, do celular, dos amigos, da internet. Seria um sofrimento para os dois.

Depois de almoçar o velho se dirigiu à varanda de sua casa. Lá ficava olhando o tempo passar. O garoto aproximou-se, já não aguentava mais evitar contanto. A conversa surgiu mais para matar o tédio do que por aproximação.
“Vô, por que você é tão quieto? Você não fala nada. Só fica aí olhando pro nada. Tem saudades da vovó?”, perguntou o garoto, movido pela curiosidade.
O velho bufou, parecia que tinha sido interrompido de fazer algo sagrado. Mas como não tinha como evitar mais o menino decidiu responder: “Meu filho, imagine que você pudesse voar. Você poderia voar para onde quiser, quando quiser e por quanto tempo quisesse. Com qual frequência você quereria voar?”, perguntou o velho.
“O tempo todo!”, respondeu o menino entusiasmado.
“Pois é. O que é voo para o passarinho são os meus pensamentos para mim. E acho que você deveria começar a querer voar também. No início será difícil, mas depois que se acostumar com o ar mais fino, com a sensação de liberdade, será difícil querer tocar o chão novamente.”


GRÁFICO REVELA AS PRINCIPAIS CORRENTES E AUTORES NA HISTÓRIA DO PENSAMENTO OCIDENTAL


De Pitágoras a S. Page o gráfico acima mostra as principais correntes e os principais pensadores da epistemologia ocidental.


O QUE A FILOSOFIA FEZ COMIGO?






Já não posso viver como o mesmo homem
A filosofia me fez aprender
Não posso falar de rios e homens sem lembrar de Heráclito
E desde então eu não tenho sido o mesmo homem
E o rio já não tem sido o mesmo também.

Por falar em rio lembro de água
Já não posso esquecer de Tales
E entender que tudo é água.

Por falar em ser
Fica difícil de esquecer
O ser é o não-ser não é
Falando de Parmênides e Heidegger
Pois do ser jamais deveremos esquecer.

Já não posso mais ter uma ideia sem lembrar Platão
Que lia Pitágoras, desde então a na minha vida parece que há uma relação necessária entre o espanto e os tons que regem o universo
Pitágoras e Galileu, seria o mundo escrito em caracteres matemáticos?
E quanto ao sabor do beijo? Seria isso meramente uma qualidade secundária?
Quanto a essas perguntas recorro à Aristóteles,
Pois “uma andorinha não faz verão”,
Já não posso falar de ética e não lembrar que
Aquilo que repetidamente fazemos é aquilo que somos

À procura do caminho reto sigo média do extremos
Pois desse modo me torno mais justo.
Falar de justiça sem citar Platão?
É impossível, como criaremos uma República para cidadãos?

Ética, política e estética o antigos sabiam das coisas
Por isso não deixo de visitar os jardins que passam uma felicidade sem agitações
È tão belo quanto as aulas do Pórtico que me ensinaram a não tremer diante das tribulações
Uma atitude estoica
Uma atitude serena
Não seria o último prazer
Viver a felicidade não seria a arte de evitar a dor?

Impossível ouvir poder e não lembrar d’O Príncipe
Sortudo e Virtuoso
Que aprendeu a governar
Não como as coisas deveriam ser
Mas como as coisas são
Afinal o Estado é um grande bicho papão
Do tamanho de um gigante, um colosso
Um leviatã que Hobbes desenhou
Para apartar a briga de todos contra todos!

O que a filosofia fez de mim?
Ela me consolou
Eu e Boécio sabemos
Seus remédios são amargos,
Curam nossas faltas, esclarecem nossas mentes
Mas não seria isso o que queremos?

Querer não é poder, mas saber é
Francis Bacon e Descartes
Querem além de teorias bonitas
Provas de como fazer
Tudo muito belo, tudo muito lindo
mas o saber desinteressado não serve a ninguém.

Poder e saber
Vontade e querer
Já não posso mais ouvir essas palavras sem Lembrar
De Arthur, Friedrich
E que quero saber
A vontade de Verdade é Vontade de Poder?

Crítica sem juízo
Coisa de minha época
Já crítica, juízos e o belo
De sono dogmático a crítica da razão
Como não lembrar de Kant?

O que faz a filosofia todos perguntam
Isso posso responder
NADA
Pois com ela ou sem ela

O mundo seria como já o é