25 de mai de 2014

DIA DA TOALHA




O que é o dia da toalha?

Simples. Com o intuito de celebrar a famosa obra de Douglas Adams, "O guia dos mochileiros das Galáxias", os fãs da trilogia de cinco livros escolheram o dia 25 de maio como data comemorativa para essa obra que nos ensina muitas coisas, dentre elas: "Don't panic" e "sempre saiba onde está a tua toalha."

Mas qual é a importância da toalha?

"Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito."

O guia do mochileiros da galáxia capítulo 3






Destaco aqui algumas partes que considero muito interessante.

1. A greve dos filósofos. Essa greve é desencadeada em protesto contra a criação de um computador que trouxesse a resposta sobre "a vida, o universo e tudo mais". Mas, acabamos por entender que mesmo com a descoberta do número 42, aprendemos que o que mais importa não é a resposta, e sim a pergunta.


2. Outro ponto interessante é a abordagem sobre os conselhos que uma pessoa poder dar. Nesse caso, Arthur Dent viaja a um planeta povoado por oráculos e gurus. Assim ele procura uma velha para pedir conselhos e descobre uma forma de como avaliar se o conselho de uma pessoa é válida, que é mais ou menos assim: "Para avaliar se o conselho de uma pessoa é boa basta chegar como é a vida do conselheiro em questão, pois se você acatar o seu conselho, você acabará por chegar mais ou menos nos mesmos resultados que ele chegou."


A trilogia de 5 livros é muito recomendada por nos mostrar quão pequenos somos nesse universo e ainda assim mostrar como a nossa pequeneza é, de certa forma, uma grandeza.

E mais um detalhe: é sempre bom ficar ligado no que os golfinhos estão fazendo, pois caso algum dia eles desapareçam da terra é porque algo muito ruim está por vir: "So long and thanks for all the fish."

POKER, GREVE E PROFESSORES: UMA METÁFORA








Imaginemos um jogo de poker. À mesa estão professores e o governo. Eles são os participantes finais dessa partida. O Sindicato e a sociedade já abandonaram a briga, o preço era muito alto e, para falar a verdade, o jogo não estava tão interessante.

 As cartas são viradas. Os professores têm uma boa mão, mas poucas fichas. Do lado contrário, o governo tem uma mão ruim, mas muitas fichas, pois na última rodada eles "rapelaram" o sindicato. 

Momento decisivo. O "flop" e o "turn" já haviam passado, só restava o "river" para que o jogo chegasse ao seu derradeiro ponto. Do lado de fora muitos observadores: imprensa, mídia alternativa, e judiciário; cada um apostando em seus respectivos investimentos. O ar tenso, ninguém quer perder e voltar para casa humilhado. 

 O governo blefa: "all-in". Os professores olham as suas próprias cartas, sabem quem têm uma boa mão, mas mesmo assim não acreditam no que o governo fez: "Puxa, para ele fazer o all-in ele deve ter uma ótima mão", pensam os professores. Afinal poucas pessoas têm coragem de arriscar um all-in em uma partida de poker, é coisa do tipo "pegar e largar". O clima fica ainda mais pesado, já não se trata mais de possibilidades, acertos e erros, chegou ao ponto de quem tiver nervos mais fortes levará o pote

Os professores têm poucas fichas e se perderem vão ficar em uma situação ainda pior, já estão devendo as cuecas para o cassino do judiciário (630 mil). A poker face do governo é de uma performance invejável, até mesmo porque uma derrota aqui e ali não é nada para ele... já para os professores. Palpitações, discursos inflamados, qualidade para educação, e como pagaremos todas essas contas invadem as mentes dos professores. "Temos boas cartas, mas estamos correndo muitos riscos." Tudo isso começa a pesar. Os professores começam a fraquejar, suas expressões denunciam suas dúvidas, enquanto isso do outro lado a postura é firme, irredutível e consciente. "Sem dúvida, sem misericórdia".

Cabe aos professores pagar o "all in", sendo assim, pagar para ver ou desistir da partida. Muita coisa em cena, muito apoio moral, pouco apoio real. "O que fazer?", tempo se esgotando, é preciso tomar uma decisão.Duas cartas com suas faces viradas contra a mesa são jogadas pelos professores. E assim, mesmo com uma mão boa, os professores perderam aquela que poderia ser a partida mais importante para toda uma categoria.