30 de abr de 2014

FENOMENOLOGIA HUMANA





Impulsionado pela polêmica envolvendo o jogador Daniel Alves que, comeu uma banana atirada por um torcedor racista em uma partida de futebol, artistas e outros jogadores se solidarizaram com a campanha #somostodosmacacos. Nas redes sociais houve uma balburdia sobre o tema, incluindo até mesmo campanhas oportunistas para a venda de camisas, como fez o empresário Luciano Huck, com a estampa #somostodosmacacos. Um claro aproveitamento da miséria alheia para lucrar. Houve ainda notícias de que esse movimento teria sido criado por empresas de marketing.

O episódio não deixa de ser pedagógico e mostra como o racismo ainda é um problema na vida de muitas pessoas. Mas como fomos lembrados das nossas "origens", me lembrei de um vídeo que circulou a internet no início dos anos 2000, à época o youtube estava começando.


Esse vídeo é relativamente antigo. Nele podemos ver uma descrição da humanidade como se o espectador fosse um ser de fora de nossa realidade, um observador estrangeiro. Um distanciamento necessário para podermos ter uma noção mais "clara" sobre nós mesmos.

Ps. Em um país onde a discriminação racial é forte, porém velada, muito estranho pessoas se solidarizarem com um jogador de futebol e não simpatizarem com as violências cotidianas que muitos negros sofrem.
Pps. Um tema que surgiu de forma tangente foi a velha discussão entre criacionistas e evolucionistas sobre o tema. Os criacionistas afirmando que não são macacos coisa nenhuma,  que foram criados por Deus e são descendentes de Adão. Por outro lado temos os evolucionistas que nos lembram de uma teoria científica já comprovada de que homens e os outros primatas têm um ancestral em comum. E como se sabe, nas redes sociais, onde impera a ignorância e a falta de confirmação das fontes, os debates são recheados de incoerência e trocas de ofensas.




"Darwin estava errado? Não. Evidência à favor da evolução é incontestável!". National Geographic trollando seus leitores!


Em tempo: Uma fala marcante sobre o tema:

https://www.youtube.com/watch?v=zo6Twn94RnU







28 de abr de 2014

LIVROS DE FILOSOFIA

"A VERDADEIRA FILOSOFIA CONSISTE EM  REAPRENDER A VER O MUNDO"
MERLEAU-POUNTY

Para reaprendermos a ver o mundo precisamos de uma gama de conhecimentos filosóficos, para tanto é necessário o acesso aos principais títulos da tradição filosófica. No link que seque as principais obras do pensamento ocidental estão disponíveis gratuitamente.


http://www.abre.ai/biblioteca

13 dicas para estudar melhor


Segue valiosas dicas para aproveitar melhor as horas dedicadas aos estudos!





estudandoNosso cérebro é meio fanfarrão: na hora de pensar em estratégias para aquele jogo complicado de videogame ou de ler aquela revista que você adora, ele coopera facilmente. Mas quando é preciso sentar e estudar um pouco, parece não haver jeito de alcançar a concentração. Isso fica ainda mais desesperador quando estamos em ano de vestibular e não temos tempo a perder. Para ajudar você nisso, o portalGuia do Estudante conversou com especialistas e pediu dicas para ajudar seu cérebro a se concentrar. Como cada pessoa tem um jeito de funcionar, nem todas elas serão igualmente eficientes para todo mundo. Então é bom fazer uns testes até descobrir quais dão certo para você. Eis as dicas:
Não se contente em ler: escreva!
Segundo o professor Pierluigi Piazzi, é importante estudar escrevendo, e não só lendo. “Quem só lê perde a concentração. Quem escreve consegue entender o assunto e mantê-lo na mente”, explica ele.
Escreva à mão em vez de digitar
Pesquisas já mostraram que os alunos que fazem isso aprendem mais do que quem só digita. “Você tem movimentos totalmente distintos para escrever cada letra a mão, mas isso não existe quando você está digitando. Isso faz com que mais redes neurais sejam ativadas no processo da escrita”, diz o professor.
O que vale a pena colocar no papel
Faça resumos, fichamentos e esquemas da matéria. Mas nada de ficar copiando todo o conteúdo dos livros. Para saber o que vale escrever, faça de conta que você está preparando uma cola para uma prova. Por ter pouco espaço e pouco tempo para consultá-la, é preciso ser conciso, mas ao mesmo tempo abordar os pontos principais. É disso que você precisa quando for estudar.
Revise a matéria da aula no mesmo diaAlém de evitar acúmulo, estudar o conteúdo visto em sala de aula no mesmo dia fará com que seu cérebro entenda que aquilo é importante e o memorize.
Estude sozinhoVamos combinar: por mais legal que seja se reunir com os amigos para estudar, você acaba falando mais de outras coisas e as dúvidas permanecem. O professor Pierluigi é um grande defensor da ideia de que só se aprende mesmo no estudo solitário. “Estudar em grupo é útil se você for a pessoa que explica a matéria para os outros. Quem ouve não aproveita”, diz ele. A melhor dica para um bom estudo, aliás, é explicar a matéria para si mesmo.
Entenda a função das aulasUm erro comum, segundo o professor Pierluigi, é fazer dois cursinhos para ter um maior número de aulas. O que realmente vai fazer diferença no vestibular é o momento em que você estuda sozinho, não o número de aulas que assistiu. Mas isso não significa que vale “gazear” ou dormir nas aulas: elas são importantes para entender a matéria e tirar dúvidas. As aulas servem para nortear o estudo individual.
Desligue todos os aparelhos eletrônicosNa hora de estudar, nada de deixar o celular por perto avisando você de cada notificação noFacebook. E nem caia na tentação de abrir o Facebook só por “dois minutinhos”. Esses dois minutinhos sempre se estendem e acabam com toda a sua concentração. Reserve um tempinho do seu dia só para as redes sociais e faça isso virar rotina para que se acostume a checá-la apenas nesse tempo específico.
Estude em um local organizado e tranquiloO resto da sua casa até pode ser uma bagunça, mas o local onde você costuma estudar precisa estar sempre organizado e silencioso. Ter muitas coisas espalhadas pode atrapalhar a sua concentração e há o risco de perder tempo procurando coisas que sumiram na bagunça.
Música? Só em línguas que você não entendaNão é proibido estudar ouvindo música – há quem precise dela para se concentrar. Mas evite ouvir músicas em idiomas que você entenda – isso pode fazer com que você desvie sua atenção para a letra e esqueça momentaneamente a matéria. Música clássica ou instrumental é uma boa dica.
Use marca-textoUsar canetas coloridas e marca-texto para enfatizar os pontos principais do texto é uma boa ajuda para manter o foco no que é importante.
Respeite seu tempoSe você é mais produtivo de manhã, à tarde ou à noite, deixe para estudar as matérias mais difíceis nesse período. Quando sentir que a concentração não está rolando de jeito nenhum, faça uma pequena pausa nos estudos e depois volte. Manter intervalos regulares é fundamental – e a frequência vai depender do seu ritmo.
Programe-se, mas seja flexívelUse uma agenda ou quadro branco para organizar suas tarefas e respeite a programação. Faça programações realistas para que você não se desanime. Definir que você vai estudar durante 8 horas por dia se você tem várias outras atividades, por exemplo, não é algo razoável. Esteja aberto para mudanças, caso seja necessário.
Crie um pequeno ritual antes de estudar
Sempre que for mergulhar nos estudos, crie e respeite um ritualzinho antes. Pode ser um alongamento, pegar um copo de suco para deixar na sua mesa, ou que mais achar melhor. Com o tempo, seu cérebro vai entender quando for a hora dos estudos e ficará mais fácil se concentrar.

Via: http://charlezine.com.br/13-dicas-para-se-concentrar-na-hora-dos-estudos/

11 de abr de 2014

TOLERÂNCIA E INTOLERÂNCIA: ELEMENTOS DEMOCRÁTICOS






O espírito democrático tem que, por excelência, exercer continuamente uma das virtudes cardinais da idade média: a fortaleza. Tal virtude é definida como a firmeza perante as dificuldades e a constância na busca do bem. Em meio a muitos discursos contraditórios, o espírito democrático é aquele em que, embora não concorde com todas as falas, ainda defende o direito de todos poderem se pronunciar. São inconscientemente signatários da Declaração dos Direitos Humanos, em específico ao seu 9º artigo, cujo fica assegurado que “todo ser humano tem direito à liberdade de expressão e opinião”.
Assim, observa-se que a maior força de um espírito democrático é também a sua maior “fraqueza”. Por permitir que todos se expressem, pode acontecer de opiniões antidemocráticas tomarem forças muito maiores ao próprio espaço democrático e, deste modo, ser inundado por aquela mesma liberdade de expressão concedida a todos: a democracia é tão democrática que aceita até estados antidemocráticos para “preservar” a sua dinâmica.

Em meio a esse turbilhão contraditório, surgem duas figuras: o menor infrator e pessoas como Jair Bolsonaro. Esses dois elementos estão, a princípio, bem distantes e, até mesmo, antagônicos se analisado de forma apressada, mas com um olhar mais apurado e mais distanciado da situação, se percebe que, no fundo, eles agem de forma muito semelhante e – é até arriscado dizer – pertencem ao mesmo grupo de agressores: os agressores do espírito democrático, aquele mesmo que deve exercitar a fortaleza, para manter um Estado minimamente democrático.
Bolsonaro e seus seguidores difundem o ódio, apóiam a ditadura de 1964 e acreditam que, nessa época o Brasil iria ser tomado pelo exército vermelho.  Durante muito tempo se acreditou que esses seres estavam sumidos, erradicados da cena política brasileira, mas com o fortalecimento da democracia que, em breve comemorará 25 anos no Brasil, eles reapareceram e com todo o direito de reaparecer, afinal o ambiente democrático, quando maduro, comporta ideias contraditórias formadoras do mosaico político, pois não só de ideais democráticos uma democracia é constituída.
Havendo espaço para ele e seus seguidores, os outros 90% da população tem de tolerar esses intolerantes, pois acreditam que quanto maior for números de vozes ouvidas, melhor será debatido temas relevantes de interesse público geral. Assim fica determinado que, embora não se concorde com os discursos desses retrógados atores políticos, o espaço deles deve ser “preservado”.
Analogamente, temos a figura do menor infrator. Embora ele, na maioria das vezes seja consciente de seus atos e, por vezes, cometa crimes com o intuito de se ver livre logo em seguida, os dotados de espírito democrático devem respeitar aquilo que a maioria decidiu ser melhor para a convivência pública, nesse caso, o ECA (Estatuto da criança e do adolescente). Daí que, como no caso do Bolsonaro, os direitos desses infratores devem ser preservados, ainda que eles tenham cometido o mais hediondo dos crimes.  Há de se lembrar do exercício da virtude cardinal: a fortaleza. Pois a partir do momento em que o direito deles podem ser violados, os direitos de qualquer cidadão também podem ser violados.
Assim fica esclarecido que, tanto Bolsnaro como os menores infratores pertencem ao mesmo tipo de agressores do sistema democrático, ou seja, são eles os intolerantes que devem ser tolerados, para que a democracia se fortaleza cada vez mais. Como dito anteriormente, o ponto mais forte do espírito democrático, também é o seu ponto mais fraco, pois até que ponto se pode tolerar os intolerantes? Quanto sangue deverá ser derramado, até que se clame por um poder único e forte para “por ordem” nessa bagunça toda?  O mais arriscado disso tudo é que, de pouco a pouco essa fortaleza democrática está ruindo e com o enfraquecimento da democracia, a massa clama por Estados intolerantes, facistas e quando se chega a esse ponto não há mais espaço para discursos tolerantes, pois em um Estado intolerante, intolerar só fortalece os mecanismos de poder.