24 de jan de 2014

TIRINHA DE SEXTA


Mafalda, personagem de tirinhas, é uma excelente referência para a reflexão. Suas tiras são ácidas e de uma sobriedade unica, além de bem humoradas. Na tirinha de hoje Mafalda se pergunta por que estamos aqui. Certamente o para que não foi ensinado na escola, a escola como vimos, está longe de ajudar a concretizar o que a mãe de Mafalda diz.




22 de jan de 2014

UMA HOMENAGEM ÀQUELES NÃO SE ENCAIXAM

Tirinha de Calvin e Haroldo mostra a diferença e o valor dado pela educação.


Em um universo paralelo, Calvin teria tirado 10.

21 de jan de 2014

SOBRE FORMAÇÃO E INSTRUÇÃO

A história nos ensina que a educação já teve objetivos variados. Houve uma época em que a educação se voltava para a formação de um cidadão consciente. No período medieval a educação era mais voltada para o religioso, o estudo do latim e a literatura. Já no período renascentista os educadores se voltavam aos clássicos gregos e latinos, somando a esse modelo o resgate do conhecimento científico e experimental. Todos esses modelos de educação eram voltados para as elites, muitos poucos eram aqueles que tinham acesso ao mais básico: ler e escrever.



Arte que representa as artes liberais ensinadas nas universidades medievais. O trivium (via de três caminhos) consistia no estudo de três artes: gramática, lógica e retórica. O quadrivium, o nível de ensino após o trivium, consistia no estudo de quatro artes: aritmética, geometria, astronomia e música. Assim formando os sete saberes da Arte Liberal

Os gregos são os grandes mestres da humanidade. Em Paideia: a formação do homem grego, Werner Jaeger descreve o esmero e os valores que os gregos dedicavam ao ensino de seus jovens. Nessa época, educação era sinônimo de formação.


A partir do século VXII a revolução industrial mudou todo o sistema de produção europeu. A revolução industrial tornou a vida dos artesãos muito mais difícil. Os artesãos tinham em sob controle todas etapas da confecção de um produto: da matéria prima ao produto final, passando pelo conhecimento de como fazer cada parte do processo produtivo. Assim, as profissões eram aprendidas nas corporações de ofício, no qual o mestre passava aos aprendizes todos os conhecimentos para a produção dos materiais. A educação, já nessa época, tinha um cunho voltado para o mercado de trabalho muito forte, no entanto, ainda era reservado para a crescente burguesia.Um produto que era feito nas manufaturas era bem mais caro, comparado com aquele que era feito na fábrica, além de demorar muito mais para ficar pronto. Desde modo, os artesãos foram perdendo espaço para o novo modelo de produção que a revolução industrial impunha.



Arte que mostra como funcionava uma Casa de Ofício


Com a mudança causada pela revolução industrial e os artesãos perdendo força se fez necessário outro modo de ensinar as pessoas a trabalharem: daí surgiu a escola moderna como conhecemos hoje ( sabemos que há muitos mais elementos do que isso). Nesse novo modelo o conhecimento é fragmentado, assim como os processos produtivos: há o professor superespecialista naquela disciplina, que só ensina aquilo, para no final formar outros adultos que sejam especialistas somente em um assunto. As pessoas são "educadas" para fazer somente uma coisa e isso vai defini-las pelo restos de suas vidas. 



A educação ideal pós-revolução industrial acredita que, você só poderá ser bom em uma coisa, por exemplo, apertar parafusos



Assim, para explicar   a construção de fábricas ao redor do mundo possível, dois problemas precisaram ser resolvidos: a necessidade de trabalhadores para produzir e a necessidade de consumidores para suprir a super-produção.

A solução para resolver o problema da falta de trabalhadores foi a criação de escolas públicas, e para resolver o problema da super-produção, fomentou-se o consumismo. A escola pública, surge então como espaço de adestramento e instrução.  A formação de seres humanos é deixada para segundo plano. Ao concluir o seu curso (seja lá qual for), você não se tornará uma pessoa melhor, mais sábia. Não, a instituição lhe entregará um certificado atestando que você é apto para ser um professor, mecânico, administrador de empresas, médico, engenheiro etc. Isso é, se você frequentar a escola até o fim.

Desde o início da infância, a criança já vai se acostumando com a ideia das fábricas. Nas escolas já se ensina o ambiente de mercado, no qual, o mundo é guiado: o aluno é substituível como uma peça de máquina, assim como o professor.

É importante que as pessoas aprendam certas coisas, mas isso isoladamente não é suficiente, é apenas um primeiro passo. Mas passar muitos anos em uma instituição deveria ser  muito mais do que o aprendizado de uma profissão, o que às vezes nem é entregue ao aluno; em muitos casos os alunos não aprendem nada mesmo: nem sequer se adequar as regras.

A formação tal qual os gregos idealizavam não é mais atraente. Hoje há um zelo muito maior pela instrução: formação de bons profissionais. Inclusive muito se defende uma educação empresarial e há governos que investem muito em propaganda e programas para o foco na educação profissional: criação de mão de obra abundante, consequentemente, barata. 



Acreditar que, a educação está aí somente para cumprir esse papel é um desastre, do ponto de vista da formação. Pois a finalidade deste tipo de sistema é a construção de uma sociedade projetada para o consumo. E o consumo exacerbado não poderá, de forma alguma, ser algo que ajude as pessoas a encontrarem seu verdadeiro potencial. Desde modo a educação se afasta do ideal de arte liberal, ao invés de liberar, somente será mais um elemento para alienação generalizada.


20 de jan de 2014

COMECE BEM A TUA SEMANA 7

Esta semana o blog se voltará há um tema: A diferença de uma educação que realmente eduque e uma educação voltada para a formação de mão de obra. Para dar o tom dos próximos posts que estão por vir, uma reflexão que atribuída ao astro do Rock and Roll John Lennon. Certo dia perguntaram para ele o que o pequeno Lennon queria ser quando crescer...















16 de jan de 2014

A PROFISSÃO MAIS PATÉTICA DO BRASIL

No mês de dezembro , o jornal NY times publicou uma matéria sobre a dificuldade de ser escritor em terras tupiniquins. A reportagem é assinada por Vanessa Barbara, mas está em inglês. Para quem entende a língua do Tio Sam, o link para reportagem original está aqui. Por trazer o tema da educação e situação de professores e escritores à tona, o artigo será reproduzido aqui. Tradução nossa.





SÃO PAULO, BRASIL -  Primeiro veio "Granta 121: Os melhores jovens escritores brasileiros", uma edição da revista de literatura britânica. Depois o Brasil foi o convidado de honra na feira de livros de Frankfurt, que aconteceu em outubro de 2013 e frequentada por aproximadamente 90 autores representando a diversidade cultural e literária. Em 2014, vamos ter um papel parecido na feira de livros de Goteborg, Suécia e na Feira de livros infantis de Bologna, Itália.

Mesmo, depois dessa farra toda, quando estiver no Brasil, não diga a ninguém que você é um escritor. Além de não de darem crédito na mercearia, certamente irão rir da tua cara, perguntando imediatamente: "De verdade, o que você faz para pagar as contas?"

Ao não ser que seu nome seja Paulo Coelho, escrever é visto como algo tão útil e lucrativo quanto colecionar catarro de baleia.

Pelo menos os escritores não estão sozinhos em sua vergonha. De acordo com o Global Teacher Status Index (Índice de Status de professores global) de 2013, o Brasil se classifica quase que por último em uma lista de 21 países no que diz respeito ao status social dos professores. A média de salário dos professores brasileiros é de R$ 37.000 reais por ano ( comparando com os EUA R$ 90.000), mas a base salarial dos professores de escola pública é de R$ 16.000 por ano. Somente 2% dos alunos de ensino médio querem ser professores .

Assim como nos EUA, apresentadores de TV, atletas e executivos estão entre aqueles que mais recebem. Diferentemente dos EUA, aqui (Brasil) o matemático, filósofo ou historiador, recebem algo por volta de R$ 24.000 por ano. Não pergunte sobre escrever; escrever não é nem considerado como atividade profissional.

Há uma explicação para isso: um brasileiro médio lê, em média, 4 livros por ano, sendo que metade deles, parcialmente. As principais razões para as pessoas não lerem são: falta de tempo (53%), falta de interesse (30%), e preferência por outras atividades (21%) - por mais absurdo que seja, assistir televisão.

Alinhada com a escassez de leitores, a indústria editorial publica cerca de 3.000 cópias para autores estreantes, e raramente vendem este montante.

Deixe-me me mostrar alguns números pessoais. Eu escrevi um livro em 2008 que ganhou um prêmio literário e recentemente vendeu o último volume(de uma tiragem de 3.000). O preço do livro é de aproximadamente R$30,00, o autor recebe uma taxa de 5%, então eu recebi R$ 1,50 por cada cópia, no total o valor de R$ 4.500 ( e um pouco de depressão). Eu teria ganho mais vendendo meu corpo para pesquisas médicas.

Mas caso você, como eu, decida seguir o sonho de ser escritor; lembre-se de que comer não pode ser sua prioridade, então você terá que encontrar outras formas de renda.

Então decidi ser jornalista. Não é a ideia mais sensata do mundo, desde que muitas publicações estão fechando. Quase não há nenhum jornal publicando crônicas, ou partes de romances, e toda revista e jornal, parece estar reduzindo o tamanho de seu artigo, para uma média de 350 palavras, supostamente porque o leitor não tem paciência para ler algo maior que isso.

Aqueles que ainda são sortudos o suficiente para ter um emprego estão sendo contratatos como free-lancers. Somente 59,8% dos jornalistas brasileiros são formalmente contratados de acordo com as leis trabalhistas nacionais, enquanto que 26,8% trabalha com vários tipos de freelancers ou contratos indepentendes - como eu. O salário médio de um jornalista é de R$ 40.000 por ano, no entanto, eu nunca recebi esse tanto. E eu nunca fui formalmente contratada.

Um trabalho alternativo  é o de trabalhar em editoras. Eu comecei como revisora, recebendo R$ 7,00 por página, que por um livro de 200 páginas poderia render R$1.400 por três semanas de trabalho. Depois eu me tornei tradutora - e ganhei R$ 5.000 por três meses de trabalho ao traduzir "O grande Gatsby" para o português. Mais recentemente, eu fiz o montante de R$ 2.300 por trabalhar o com o livro "As aventuras de Alice no Mundo das maravilhas", no qual há muitos trocadilhos e rimas intraduzíveis.

Mas há muitas outras formas de usar uma mente flexível. Em uma década de sobrevivência, na idade adulta, eu consegui corrigir legendas de filmes ( particularmente línguas que eu não falo, por exemplo, polonês); reescrever fofocas de celebridades; produzir trabalhos acadêmicos para alunos preguiçosos; criar publicidade para sorvetes; responder questões sentimentais  em um website usando uma persona russa; e fazer pequenos e divertidos quizzes para sites de entretenimento.

Eu escrevi um livro infantil sobre cabelos no umbigo; uma graphic novel sobre as máquinas de Rube Goldberg; e muitos artigos sobre assuntos que ninguém queria debater.  Fiz um curso de hipnose, fui a uma maratona de samba, conheci um palindromista, escultores de melancia e o menor casal do mundo. Viajei para a China duas vezes e acabei aprendendo sobre astronomia, depressão, distúbios do sono, como cuidar de uma tartaruga, sapateado e sofrimento.
Este último foi fácil: todo escritor brasileiro é um expert em sofrimento.


Vanessa Barbara é romancista e colunista do jornal brasileiro Folha de São Paulo, edita o site literário A Hortaliça.

15 de jan de 2014

CRAQUE




Infelizmente não encontrei a referência dessa charge, mas ela é genial e está alinhada com o nosso último post.

14 de jan de 2014

OS GRANDES EVENTOS NUNCA FORAM PARA TODOS



ANTES




Esse discurso parece familiar? Parece recente? Só que não é.Depois de massacrar os paraguaios na Guerra do Paraguai, o imperador resolveu comemorar a vitória brasileira. No entanto, a festa era reservada e o povo não fora convidado.


Essa era a situação de um evento programado depois da guerra, que mesmo com resultados positivos, não cumpriu as promessas para aliviar as dores dos veteranos. Há inclusive, uma charge de Agostini demostrando um veterano voltando para casa e encontra sua mãe  recebendo chibatadas. Naquela época, o Brasil ainda matinha escravos como agentes do meio de produção. Fora a questão do não pagamento de pensões às viúvas e outras atrocidades que o governo brasileiro promoveu contra seu próprio contingente. Ou seja, para construir monumentos e festejar havia dinheiro, para dar conta do básico, bem, para isso não havia.



Para piorar o imperador autorizou a criação de mais um festejo para oficializar a vitória brasileira. Coube ao ministro da Guerra, Manuel José Vieira Tosta, e ao ministro da Justiça Joaquim José Rodrigues, aprovarem um crédito especial para a festa. Detalhe tudo sem consultar o legislativo.

O orçamento para a comemoração da vitória era muito generoso: 200 contos. Para se ter uma ideia, isso era o montante necessário para o orçamento de dois anos do império.

Os jornais da época (A reforma e o Diário do Rio de janeiro) denunciavam a sujeira por de trás deste grandioso evento e aconselhavam as pessoas para não irem prestigiar a festa do que o Imperador organizou.

A construção realizada para receber a festa ficou conhecida como Barrcão. Daí a "Festa do Barracão". No Barração a presença de pessoas ilustres era esperada: Família Real, deputados e senadores, militares de alta patente, e militares que lutaram na guerra. Cada "classe" teria a sua porta de entrada, a 1a para a família real, a 2a para os legisladores, a 3a para os militares de alta patente, a 4a para os veteranos e a 5a para o público em geral, o povão. Só um detalhe, quando a construção ficou pronta não havia a 5a porta. Além disso, o evento exigia que as pessoas fosses vestidas de paletó ou jaqueta e gravata branca. Ou seja, o povo dica de fora da festividade.

Dos 8 mil convites enviados, 7800 foram rejeitados. A festa fora um fracasso total. Com tanto espaço aberto ao "público" e tão pouca aceitação, o imperador resolveu deixar as pessoas que transitavam por ali entrar. Daí entrou de tudo, negro com cestos( talvez os primeiros vendedores ambulantes da história em grandes eventos), gente sem gravata, e até meninos brincavam nas dependências do local.

Assim como em 2013 houve protestos do lado de fora, os policiais foram chamados para conter a bagunça, mas prometeram que iriam tirar satisfações com o Ministro Muritiba.

Segundo historiadores, esse evento é bem característico por mostrar a decadência da força imperial. Assim, o evento foi uma manifestação da impopularidade do imperador, que logo perderia seu trono. A festa foi no dia 10 de julho de 1870 e a Proclamação da República aconteceria em 15 de novembro de 1889.



HOJE


Em 1870 o Brasil comemorava uma conquista militar. Hoje, o grande evento não tem nada de conquista, talvez a possibilidade de um título do mundial na final da copa. 

As mazelas da população perante à grandes eventos já tem tradição, o episódio de da festa do barracão poderia nos ensinar muito. Lá já havia corrupção, exclusão da população do evento, superfaturamento, esquemas para dar vantagens a parentes de ministros, senadores etc.

O ex jogador de Futebol. Romário, afirmou que as obras da copa seriam o maior roubo da história do país. Fundamentado no Regime Fundamentado de Contratação (RDC), as regras para a construção dos estádios foram, no mínimo, obscuras e muitas das obras prometidas ou foram canceladas, ou estão muito atrasadas.

Como diz o ditado, "aquele que não aprende com a história está fadado a repeti-la",  além disso,  contamos com frases muito bem elaboradas como a de Ronaldo:


(Quanto de dinheiro esse cara deve estar ganhando? Deve estar ganhando dinheiro pra cara#%$!%&#@!!!!!)


O tema é polêmico, é um dos motivos da revolta do vinagre, o post só tem o objetivo de mostrar a importância da história. Se o nosso povo não fosse tão relaxado com a própria história, talvez alguns erros não teria se repetido.No entanto, a única parte da sociedade que aparentemente aprendeu foi a mídia, pois na época do império eles foram contra e pouco ganharam com isso, hoje além das empreiteiras quem mais vai ganhar com a copa? Afinal, muitos não poderão ir aos estádios, mas todos querem acompanhar, todo mundo vai querer ver os jogos.

13 de jan de 2014

COMECE BEM A TUA SEMANA 6

Essa semana vamos começar com um pensamento afirmativo de um escrito brasileiro: José de Alencar. Muito conhecido por nós devido a escola. Quem nunca teve que ler um texto desse moço para prestar vestibular, ou até mesmo para fazer provas nas escolas?

Além de escritor, José de Alencar, era advogado e chegou a ser deputado durante o império de D. Pedro II. A sua obra mais conhecida foi O Guarani, que conta a história do bravo índio Peri. A história se passa em pleno século XVII, época que os portugueses ainda se aventuravam para desbravar a imensidão da colônia Brasil.

Sem mais delongas, a mensagem dessa semana é de determinação: tombe, levante e siga em frente:


10 de jan de 2014

9 de jan de 2014

ESTAMOS DOPANDO OS NOSSOS ESTUDANTES

Nesse vídeo Ken Robison, especialista em educação, nos dá um panorama da educação "moderna" e uma visão lucidamente política sobre o que nós (escola, pais, educadores, coordenadores, pedagogos e psicológos)estão fazendo com as nossas crianças. Embora o vídeo tenha sido feito tendo a base a escola americana, muitas semelhanças podem ser reconhecidas com a escola brasileira. Prometo que em post mais elaborado, discutiremos mais essa tema; tendo como base esse vídeo e outras referências.







7 de jan de 2014

O CAMINHO JEDI E A FILOSOFIA ESTÓICA

A série Star Wars é uma das franquias do cinema mais bem sucedida da história. Há poucas pessoas que não conhecem as histórias e aventuras dos Jedis, ou até mesmo a figura icônica do Darth Vadder é inconfundível. 
George Lucas se inspirou muito no trabalho do Mitólogo Joseph Campbell para construir a jornada de seus heróis. Nesse livro, Campbell explora as características da jornada de todo herói. Leitura mais do que recomendada para entendermos esse tipo de arquétipo (Jung manda um abraço!). Para quem se interessar, há um documentário-entrevista no qual Campbell explica muitos dos conceitos do livro e a consultoria que ele prestou para George Lucas.











As bases narrativas de Star Wars são muito bem fundadas. Mas o tema deste post não se trata somente do filme. Ao ler o recém lançado Caminho do Jedi, pude notar uma aproximação muito íntima entre a "filosofia" Jedi e outra corrente filosófica real: o estoicismo. Neste livro podemos encontrar os cinco pilares que norteiam a conduta de um Jedi, todos encontrados na página 7 do mesmo guia.
1o - "Não há emoção, há paz - Esse princípio norteia todas as meditações e interações com os demais. Ele reafirma o ideal Jedi de agir com prudência e ver as ações dos demais através das lentes da Força Unificadora.
2o - Não há ignorãncia, há conhecimento - Aqueles que não entendem esse preceito básico logo sentem medo - e medo é o caminho para o lado negro. Os Arquivos representam a maior coleção de conhecimento da galáxia.
3o - Não há paixão, há serenidade - Uma tênue extrapolação do primeiro preceito, esse lembrete para agir sem paixão em qualquer deliberação se estende a obsessões pessoais e é uma advertência para não privilegiar o eu sobre a missão.
4o - Não há caos, há harmonia - Aqueles que não conseguem enxergar os fios que unem toda a forma de vida veem a existência como aleatória e sem propósito. Os Jedi percebem a estrutura e o sentido de todas as galáxias.
5o - Não há morte, há a Força - Todas as coisas morrem, mas a Força sobrevive a elas. Como seres que existem à sombra nessa forma não deve ser motivo de grande lamentação. Somos parte de uma energia maior que nós mesmos e desempenhamos papéis em uma trama cósmica que ultrapassa a nossa compreensão encarnada.

Dados os principais preceitos Jedi, se faz necessário aprendermos um pouco sobre a filosofia estóica.

A FILOSOFIA ESTÓICA

Zenão de Cício (ou Cítio), fundador da escola estóica, calma ele não é assim. Essa zueira é do pessoal dos Filósofos Obscenos .

A filosofia estóica é muito conhecida como sistema ético, mas ela não se resume só a isso. A escola de Zenão era também um espaço para o debate filosófico mais técnico: o estoicismo também trata de temas como a física, a lógica e ética. 

A física era um ramo importantíssimo da filosofia, mas não era concebida apenas como o estudo do movimentos dos corpos, ou as interações das forças que regem o nosso planete, etc. Na antiguidade o conceito de física era de physis, que no latim foi traduzido como natura  e estes conceitos tinham uma noção mais profunda: a realidade. Então quando os gregos estudavam physis, na verdade estavam a procura da verdades sobre a realidade, ou quando os latinos (romanos) estudavam a natureza eles estavam em busca da natureza das coisas, ou seja o que são as coisas, como elas se revelam, como elas se manifestam. 

A lógica era a ferramenta que os antigos tinham para construir seus raciocínios  e provarem a veracidade de suas proposições. Os estóicos desenvolveram uma lógica própria para o estudo da physis e também para não serem ludibriados por falsos argumentos. Usavam muito do método dialético, não era como a lógica formal aristotélica.

E por fim a sua ética, que é pautada pelos princípios  formulados na física e filtrados pela lógica. Há de se lembrar que os gregos, quando se dedicavam ao estudo, estudavam de forma holística, ou seja o aprendizado que se tem sobre a física não é isolado ele é parte de algo maior, não seccionado.

Os princípios do estoicismo são:

 1o - A Razão (logos in grego, ratio em latim), rege o mundo e todas as coisas do mundo, segundo uma ordem necessária e perfeita. Razão aqui não é a mesma razão que nós conhecemos, a razão dos estóicos se trata de logos, ou seja, aquilo que é causa e razão do mundo. Muito próximo daquilo que os cristãos conhecem como " O verbo se fez carne e viveu entre nós" João 1:14. Portanto não se trata de uma razão fria e calculista, mas de uma essência, uma substância que faz o mundo ser mundo e não o nada.

2o -  Assim como os animais se guiam pelo instinto, o homem se guia pela razão e a razão normas infalíveis de ação que constituem o direito natural. Ou seja, o homem participa daquele logos do primeiro preceito, então se ele se deixar guiar pelo logos, assim como o animal se deixar guiar pelo instinto ele estará no caminho certo. Daí, a máxima estóica: "torna-te aquilo que tu és!" 

3o - Condenação total das emoções e a apatia como ideal de um homem sábio. Apatia significa  ausência de emoções, mas o ideal estóico não é acabar com as emoções, mas agir de tal forma que as emoções não perturbem o logos, que a tribulações da vida não subjuguem as capacidades do homem de ser um só com o Logos. Ou seja, o sábio estóico é inabalável diante das dificuldades da vida;











4o - O homem não cidadão de uma pátria, mas cidadão do mundo, ou seja o sábio estóico é cosmopolita. 


ESTOICISMO E OS JEDIS: FINALMENTE!!!

Ao comparar os cincos preceitos Jedi com os princípios básicos do Estoicismo a aproximação é inevitável!
Vamos comparar:
1. Não há emoção, há paz
Relação direta com o ideal de apatia.
2. Não há ignorância, há conhecimento
Como vimos, o homem faz parte do logos, da razão, então basta se torna o que se deve ser para fugir da ignorância.
3. Não há paixão, há serenidade
Novamente. apatia.

(cuidado com o lado negro da força: a ira leva ao lado negro)


4. Não há caos, há harmonia
Como o mundo é regido pelo logos, segundo os estóicos, há sempre uma causa, e há sempre um fim para tudo que acontece nesse mundo.
5. Não há morte, há Força.
Um sábio estóico não teme a morte, pois sabe que isso é parte do Logos que rege a physis, então deve se manter inabalável perante a questão da morte.




E por fim, se você substituir a palavra Força, pela palavra Logos no vocabulário Jedi, perceberá que ela se encaixa perfeitamente.


Resumidamente:

1. Não há emoção, há paz. 2. Não há ignorância, há conhecimento. 3. Não há paixão. há serenidade. 4. Não há caos, há harmonia. . 5. Não há morte, há a força 

Virtudes Estoicas:
O estoicismo ensina o desenvolvimento do autocontrole e da firmeza como um meio de superar emoções destrutivas. Defende que tornar-se um pensador claro e imparcial permite compreender a razão universal (logos). Um aspecto fundamental do estoicismo envolve a melhoria da ética do indivíduo e de seu bem-estar moral: "A virtude consiste em um desejo que está de acordo com a natureza".5 Este princípio também se aplica ao contexto das relações interpessoais; "libertar-se da raiva, da inveja e do ciúme"6 e aceitar até mesmo os escravos como "iguais aos outros homens, porque todos os homens são igualmente produtos da natureza"

Para conhecer mais sobre o estoicismo, a leitura de Meditações do imperador Marco Aurélio é uma ótima pedida.


6 de jan de 2014

COMECE BEM A TUA SEMANA 5

A cultura brasileira tem muita influência dos povos africanos. O modo como esse intercâmbio cultural aconteceu, no entanto, não pode ser classificado como pacífico e tranquilo. Pois  muitos dos africanos que vieram para cá eram escravos derrotados em guerras, vendidos para os europeus, trazidos para trabalhar nas plantantions brasileiras. Porém, a África é um continente rico em cultura e sabedoria, ao contrário do que se propaga pelas principais mídias, o continente africano não se trata apenas de miséria e caos. Certamente, Nelson Mandela é a figura que nos vêm a cabeça quando pensamos em esperança no continente africano. Hoje, vamos compartilhar um pouco da sabedoria desse continente:












3 de jan de 2014

TIRINHA DE SEXTA 4

A tirinha de hoje não é uma tirinha. É uma imagem e reflete a revolta de muitos dos que defendem o bolsa família. Nas internets muitas ideais errôneas são transmitidas sobre o programa: fruto de ignorâncias. O debate sobre esse tema é uma "conversa" entre surdos, pois os dois lados não querem ouvir o que o outro quer dizer, lastimável. Sem demorar muito a postagem é uma provocação para posterior reflexão e debate. Observe a diferença de tratamento a dois programas de assistência do mesmo governo para duas classes sociais distintas: os pobres e os universitários. Ps. Muito se fala das injustiças do programa ciências sem fronteiras.


2 de jan de 2014

POST ESPECIAL 1 - POLÍTICA 101 PARTE 3: FINAL

Depois do diagnóstico sobre educação política, acrescido do peso histórico e cultural sobre política e democracia, é hora do desfecho! Entenderemos por que pedir a cabeça da presidente pouco mudará os rumos que a política brasileira tomará. Há outros elementos nesse complexo jogo chamado poder, afinal "quando se joga o jogo dos tronos ou se vence ou morre". Exageros à parte, é na política que as coisas são decididas.

Antigamente,  o poder emanava do rei. Ele era infalível e tinha benção do Papa para comandar, após muitas revoluções este paradigma mudou e as democracias funcionam diferentemente. No caso do Brasil, a nossa Constituição Federal determina: " O poder emana do povo que exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição (ART 1 parágrafo único)  .
Por isso, hoje nossa democracia é definida como democracia representativa: nós votamos nas pessoas que acreditamos que melhor representa os anseios do povo (idealisticamente falando, pois é tanta propaganda em cima dos candidatos que fica difícil realmente dizer quem melhor representaria os anseios nacionais.... enfim... bola para frente!).

Dado que o poder emana do povo, como os líderes são postos lá? Para isso recorreremos novamente para a CF (Constituição Federal 1988), em seu capítulo IV que regula os direitos políticos determina que a vontade popular deverá ser expressa pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos. Sendo assim, nas eleições escolheremos nossos representantes através do VOTO!

E quem são os nossos representantes. Calma. Vamos por partes. Antes disso, lembremos que o poder político brasileiro está divido em três partes basicamente: EXECUTIVO, LEGISLATIVO e JUDICIÁRIO, e destes três escolhemos através dos votos representantes do Executivo e do Legislativo.

O que é o poder Executivo? O poder Executivo é representado pelos Presidentes (nível federal), governadores (nível estadual) e prefeitos (nível municipal). Sua responsabilidade, em cada esfera, (federal, estadual e federal) é implementar e executar as leis e agenda diária do governo, do Estado, ou do município.

O que é o poder Legislativo? O poder Legislativo é representado pelos vereadores (município), deputado estadual ( Estado) e deputado federal (federal). Eles são responsáveis por criarem as leis que o executivo irá executar. Outra função dos legisladores é de fiscalizar o  poder executivo, votar leis orçamentárias, ou em casos extremos, julgar outros parlamentares: as famosas CPI ( o que é uma CPI? clique no link para mais informações).

E, por fim, o que é o poder Judiciário? O poder judiciário é representado pelos juízes, ministros e desembargadores. A função deles é a de julgar, de acordo com as leis criadas pelo legislativo e sancionadas pelo executivo, as ações do Executivo, do legislativo e do próprio judiciário.
Há um complemento: estes três poderes são equilibrados entre si, ou seja uma determinação do executivo não pode passar por cima de uma determinação do judiciário, por exemplo. Segundo a CF 1988 Art 2o, os três poderes são independentes, mas harmônicos entre si, Senso assim, quando um juíz dá uma sentença que passa por cima do legislativo, essa ação é considerada inconstitucional por ter quebrado a harmonia entre os três poderes.

Por que mandar a presidente embora não mudará muita coisa?


Esta imagem ficou bem famosa nos protestos de junho/2013, mas ela revela ignorância política. Primeiro que Facebook não é instrumento político formal, ou seja, por mais que esta imagem tivesse mais de 1 bilhão de compartilhamentos, politicamente falando não aconteceria nada. Há formas de o povo fazer valer sua vontade "sem precisar" de seus representares, isso se chama Iniciativa Popular. A Iniciativa Popular precisa arrecadar assinaturas para poder se tornar pauta nos meios legislativos.
Voltando um pouco, pedir pela cabeça da Dilma não iria mudar muita coisa porque ela não governa o Brasil sozinha! Ela é representante do poder Executivo, logo, ela precisa do aval do poder legislativo e do judiciário para executar projetos, ou mudar algo (ps, para os leitores mais informados, peço ressalvas pois é um exemplo genérico e tem cunho pedagógico. Sabemos que o presidente brasileiro tem o poder das emendas constitucionais para acelerar os processos, lembrem-se política 101, é só uma introdução), daí que se ela saísse o outro presidente também estaria de mãos atadas.






O que se deve fazer então? Daí é um outro post que depende de mais conhecimentos sobre a área política, do direito, da sociologia, da filosofia e de experts em política. Mas já podemos arriscar em dizer que o que queremos não é a troca de figuras políticas, mas uma reforma estrutural e que essa reforma aproxime mais os anseios da população dos representastes do povo.

   

Vídeo que representa bem a revolta da galera

Esse é o fim de política 101, se quiserem ir  mais a fundo a Filosofia Política pode auxilar muito no processo. O pessoal do Direito tem bastante coisa para ensinar também e acompanhem a parte de política dos jornais, e estudar História ajuda bastante também, pois quem não conhece a história acaba repetindo os mesmos erros.


1 de jan de 2014

COMECE BEM O TEU 2014


O blog já possui uma seção para você começar bem a semana. Nessa seção compartilhamos mensagem que fazem pensar e motivar as pessoas. Seguindo essa lógica, para começar bem o ano compartilharemos um documentário que apresenta artistas, líderes, filósofos e teólogos difundindo as ideias do que seja como viver uma vida melhor. Cada um traz uma contribuição e uma lição que pode ser útil. Para aqueles que se dedicam ao autoaperfeiçoamento fica a nossa dica para que 2014 comece bem. Feliz ano novo a todos e que seus planos saiam do papel!






A VIDA DOS PESQUISADORES BRASILEIROS

Muito se fala sobre meritocracia: quanto mais você se esforçar, mais conforto tua vida terá. Parece uma lógica interessante.... só que as grandes mentes do Brasil não concordam. Enquanto isso elas vão escrevendo artigos para enriquecer os currículos lattes.




Atribui-se essa tirinha a André Dahmer, se não for perdão, mas ainda assim, ele desenvolve um trabalho exepicional no http://www.malvados.com.br/